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05 janeiro 2017

2. Rara, a menina Pan


| Por Claudia Tremblay |

Estava eu, na tranquilidade dos meus pensamentos na medida que 3 crianças brincando ao meu lado permitiam, até que uma delas me questionou e a tranquilidade se esvaiu. 

"Isa, você é criança?" 

A questão é que ela não me perguntou quantos anos eu tinha e tirou suas próprias conclusões, não reparou na discrepância da minha figura de observadora e a deles juntos gritando e pulando, ou ainda minhas feições ou minha altura, em comparação a ela mesma (ainda que eu seja baixinha). A questão é que ela não pensou em nenhuma dica óbvia para a resolução da sua dúvida, para mim tão absurda. Isso tudo porque a menina que tem o nome Rara, queria uma companheira de brincadeira, não saber em que ano eu nasci ou se já posso dirigir. 

Sou criança o suficiente para sorrir com os sorrisos deles, para me arriscar a acompanhar o pique dos jogos, para ter uma conversa divertida, ainda que ilógica com eles e por que não, para brincar !?

Sou adulta o suficiente para mediar a intensidade das peripécias, auxiliar em alguma dificuldade de locomoção ou ainda vigiar por segurança. 

Edna St. Vicent Millay certa vez disse que "A infância não vai do nascimento até certa idade e a certa altura a criança já está crescida [...] A infância é o reino onde ninguém morre."

Essa citação me veio a mente assim que recebi a pergunta de Rara, mas fiquei sem ação, não a respondi nada, só pensei muito em várias possíveis respostas. Naquele momento ela pode ter até se sentido ignorada, mas foi a responsável por uma das perguntas mais marcantes, embora simples, da minha vida, tanto que guardo-a com carinho até hoje e anseio um dia poder respondê-la. Provavelmente ela não se lembrará de um dia ter me feito tal pergunta, provavelmente não nos veremos mais, porém quero respondê-la, nem que seja como autorreflexão ou compartilhando com vocês. 

Sempre acreditei que "criança", "adolescente", "adulto" e "idoso" transcende o número de velas apagadas durante a vida, exige critérios bem mais elaborados como: postura, maturidade, bom senso, discernimento, consciência, responsabilidade e talvez o mais importante seja o auto conhecimento, o auto reconhecimento. 

Então, que saibamos nos reconhecer e nos permitir, afinal, parafraseando Rubem Alves, o que seria da vida sem longas e silenciosas metamorfoses?

Muito prazer em conhecê-la. Seja feliz!

06 fevereiro 2016

Se a canoa não virar olê olê olá, eu chego lá ♬♪



Términos Carnavalescos

~ Hey foliões ~



Adeus
 Carnaval
Fevereiro

Briga
Foto com "amiga" no esquenta pré carnaval Chiclete com Banana
Briga
Quis sair no bloco da Preta Gil sozinha. Vingança. Fui
Briga
Quis ir ao ensaio da banda Eva sozinho. Foi
Briga
Resoluções de ano novo. Iriamos morar juntos até junho, me garantiu.

Janeiro

Vimos o show de fogos abraçados, pulamos as 7 ondas de mãos dadas e trocamos juras de eternidade em pleno 23:59 - 00:00. Falamos até em noivado. O champanhe estourou.

Natal em família. O trouxe em casa, ele me levou na dele. Sim, está sério. Trocamos presentes e dividimos a taça de cidra. Compartilhar é um bom sinal!

Dezembro

Esse foi o primeiro passo para um grande começo, né? Acho que sim. Transpomos a fase do oi tímido, do interesse velado, do gostar recatado. É uma evolução. Será para sempre.

Te amo
Novembro


05 fevereiro 2016

O teu cabelo não nega, mulata... Mulata eu quero o teu amor ♬♪


Relatos Carnavalescos

~ Hey foliões ~ 





- Moça, seu rebolado balançou meu coração.

Olívia ria.

- É sério, acreditaria se eu falasse estar tendo palpitação?

Olívia ria.

- Te darei um beijo ou dois, é claro, com sua autorização.

Sergio não queria fazer presunção, mas não se limitaria então

Olívia ria.

- Ah, mulata... Esse riso me ganha, bem capaz que eu peça logo a sua mão

Diria sim? Diria não?

Olivia ria.

- Estava ali, perto da corda, quando cruzei seu olhar no meu, nunca sentira tanta emoção

Precisava trocar-lhe algumas palavras, saber quem é a bela mulata que causou tanta comoção

Saiba que não foi só a mim, mulata, mas tive a convicção

Olivia ria.

- Não sei se foram teus lábios carnudos que os deixaram mudos, ou se Vênus dedicou a mim esse teu corpo, minha perdição.

Teus olhos cor de ameixa não me dão expressão.

Diria sim? Diria não?

Olivia ria.

- Pode estar pensando que é enganação, afinal, sou folião

Mas tenha certeza que não é minha intenção

Quero te fazer minha, porque tu já me tens, não tive opção. Te vi. Gamei. Paixão.

Olivia ria.

- Se não me queres, perdão. Seguirei com essa negação. Quem sabe a quarta - feira de cinzas, leve embora minha solidão.

- Não seja bobo, folião! Está a enamorar os confetes do chão?

Perguntou Seu Tião que observava a toda confissão

- Não, não! Não vê a mulata? Olha a perfeição!

- ... Pura imaginação ...

Olivia ria.

- Não pode ser! Mas que decepção ...

Um dia me cruzo com tu, mulata. Me dedicarei, me olharás. Te beijarei, me amarás. Amém. Oração

Olivia ria.

"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."



04 fevereiro 2016

Ó abre alas que eu quero passar ♬♪


Crônicas Carnavalescas 

~ Hey foliões ~


Ou nas já altas, observadas entornar equivalente a uma grade, por ai, atiradas e irreverentes nem precisam de uma abordagem muito elaborada. É certeiro. Ou nas retraídas, não tão bonitas, mas que valem a pena chegar. O clima de alegria, a euforia em ter sido elogiada, por um dia, pela fantasia, enrubesce as bochechas pelo resto do ano na beleza anônima e pouco cantada, a gratidão se converte em beijos, caricias e abraços. É o gabarito. 

Assim, com as estratégias traçadas, saíram atrás do trio num bloco pequeno do interior, famoso pelas bebedeiras e por conseguinte, ressacas morais das mais constrangedoras e marcantes. "Ah, é Carnaval!", "Quem não deve não teme", argumentavam os assíduos foliões, mas cidade pequena é fogo! Quem bem souber não se fia em máscaras do armarinho da Dona Cleide, todos te conhecem. Só os iguais não julgaram, os que aprontaram tanto quanto. No mais, risinhos e fofocas. 

Júlio queria inaugurar o pau de selfie, pois sim, ainda. Mari, de odalisca, apenas lantejoulas e plumas, jurava que encontraria um par. "No Carnaval, Mari!?". Insistia que sim. Fábio foi na intenção de bagunçar mesmo, queria ver rebuliço, seria o divisor de águas e de faces. Já Carlos, o líder da trupi, prometeu ser o evento inesquecível, montou o plano da conquista, reservou lugares no trio e guiou os camaradas pelas ruas estreitas de paralelepípedo. 

Bem, o Júlio foi roubado, naturalmente, mas foi cúmplice, deu o pau de selfie ao ladrão que saiu correndo ladeira abaixo. Mari beijou alguns, só que não escutou os anjos tocando arpas nem os sinos da igreja com nenhum. Não foi dessa vez. Fabio, perdeu um dente e extraiu os de outros, aquele feito lhe dera tanto prazer! Engraçado que nunca cogitou ser dentista e Carlos, ao fim do trajeto estava sem camisa, sem serpentina e sem tênis, porém com um largo sorriso no rosto. Todos muito felizes. 

Afinal, ainda que não tenha sido exatamente como planejaram, É Carnaval!


24 junho 2014

Seria isso decepção?!






... É uma decepção, mais uma.


Existem pessoas que mantemos por perto sem um motivo definido, tampouco sentido. Vivemos rodeados de gente, somos vistos, não enxergados, somos ouvidos, não escutados, somos amores, não amados. Renato Russo já perguntava "Como diz "eu te amo". E eu respondo: ora, abra a boca e profira as palavras. Falar por falar, fale com o coração vazio. Porque eu acredito que amor deve ser mais sentido, demonstrado e menos anunciado. Não, esse não é texto sobre amor, ainda que se refira, nem de relacionamentos por vias e linhas. É sobre amizade, que não deixa de ser relação.
Convivo num circulo de amigos bem complexo no qual a sensibilidade reina, as declarações de amor fraterno transbordam, a compreensão é tudo, menos mútua e a cegueira sobre as necessidade dos outros se mostra fiel e digna. Se é que ha fidelidade e dignidade em atropelar o amigo, irmão, camarada. 
Sou do tipo de pessoa que pedi desculpa estando certa, que pode estar passando pela mais melancólica das fases, mas faz os outros riem, pois o sorriso do outro é mais válido do que o dela, que está sempre disponível para dar conselho, para fazer piada, para ajudar com o cálculo de matemática e as longas atividades de geografia às 00:45 da manhã, que ainda consegue colocar os casos alheios acima dos seus e contente por fazer isso, que não vê maldade nos olhos de ninguém e quer segurar "o mundo" pela mão, acarinhá-lo nos braços, tomar todas suas dores e lhe mostrar só o que ha de bonito, os sofrimentos vai ensinando aos poucos, mostrando com cuidado, afinal eles, que são compactuados como "o mundo" merecem todo o cuidado pois são especiais, são meus amados. E eu faço tudo isso, sempre fiz e farei até que minha cara esteja calejada demais para aguentar mais um baque, ou até que minha quota de "ser idiota" se esgote, pelo simples fato de que eu amo meus amigos. Em contrapartida, eles, "o mundo" se permitem a capacidade de serem endeusados mesmo estando errados, de me reprimir para se sentirem bem consigo mesmos, pedirem conselhos, nas horas mais impróprias e copiar minhas respostas sem pudor, explorar minha inocência para abusar e ainda caçoam dos meus braços, do meu colo, do meu cuidado. Afinal, o que menos precisam é de mim. Ah, mas eles me amam!  

E que Deus me defenda se alguém desconfiar que esse texto tem endereço.


19 junho 2014

Sobre Junho







Vidro fosco. Estou constantemente passando por dias e situações e momentos e pela vida através de um vidro fosco. Sempre fui amante das palavras e adoradora dos efeitos que causam e proporcionam. Sempre lutei para tê-las em todas ocasiões, independentemente das circunstâncias. Esperava dizer "Eu realmente não sei o que dizer." Por mais patético que seja, dizer que não tem o que dizer. E ouvir em resposta "Nossa, você sempre tem o que dizer". Por mais patético que seja, ficar pensando nesse tipo de diálogo. Mas enfim, queria que fosse num momento especial, que requisitasse a nobreza de roubar minha conversão de pensamentos em palavras. Poderia ser diante de uma surpresa, ou uma notícia extasiante. Só assim para poupar - me de constantes auto repressões. Aconteceu. Vem acontecendo sempre. Não sei o que dizer. As pessoas me perguntam "Tudo bem?", o que responderei? Querem ter algum conselho, sugestão ou dica, o que responderei? Tudo me escapa e correm e escondem - se num local inatingível. Talvez seja por isso que faço - me ausente há um bom tempo por aqui. Perdão. Talvez seja por isso que faço - me ausente em tantas outras relações, porém as observo. Afinal, é por isso que existe o vidro fosco. E se tiverem perguntas, por favor, anexem as respostas, ou contentem - se com a retórica. Perdão.




13 maio 2014

Sobre Maio




~ Hey vocês! ~

Sei que já estamos no dia 13, quase 14, mas quero conversar sobre maio. Porque sim. É importante tratar do passado com frescor recente, do presente com leveza e do futuro, bem, do futuro... Com consciência.
"A ignorância e o vento são do maior atrevimento.

As favas, Maio as dá, Maio as leva."
Estou vivendo treze dias de ressaca. Ressaca saudosa do inconsciente otimista, dos tempos de abrir janelas e deixar os raios solares penetrarem nos poros e copos, de sorrir as travessuras e soprar vigor só para transbordar de alguma forma o que nem eu consigo reter, equilibrar um pouco de mim, sem metade, sem sobras. Tudo no mesmo, de novo e sempre. Os martírios e martínis passados, agora. Espadas já conhecidas machucam, afagam e estancam, mas algo persiste em sangrar. Ah, as favas... Para que serviram os ensaios dos risos frouxos se todos eles foram para longe, levando consigo seus motivos e motivações? Maio nem as deu, só levou... Que me leve, leve. De uma forma que eu carregue toda essa descarga de infortúnios e desencontros, e fique leve. Preciso beber do pote de Maio, até a última gota, para assim, ao chegar nessa fase, possa refletir e saciar - me e voltar a ressaca, como antes, exceto não mais com saudade daquele inconsciente otimista, mas sim bêbada dele, e leve ... Assim como uma borboleta, que me leve.



30 março 2014

S.E.S



S.O.S é démodé queridos, a sigla para socorro e cuidado em alta é o S.E.S. Nada a mais, nada a menos que o torturante "se" no plural. Uma inovação linguística, mas tão massante sentimental. Constatei há poucas horas que é mais fácil a pessoa abalar - se psicologicamente que fisicamente. Eu tenho uma explicação. Façam uma conta básica mentalmente de quantas vezes você se abateu durante a semana passada, depois repasse os motivos. Quantas por dor? Quantas por rancor?  
A dúvida é algo com que temos que conviver e sobreviver e rolar e cair, se corroer e roer as unhas, pentear os cabelos e vê - los caindo por si, ou arrancá - los. Não saber o que poderá ser. O que seria. O que ser.
"O que sei eu do que serei. Eu que não sei quem sou. Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!"
Não sei qual é o comportamento, em vocês, do qual mais se orgulham. No meu caso, é a falta de arrependimentos. Sim. Vivo sem culpa, sem amarras. E garanto que desde o dia em que tomei a decisão de não me flagelar por águas passadas, e parar de elaborar projetos para a transposição do Rio São Francisco do Leite Derramado, para a secura do meu coração, sinto paz. A paz de não virar de um lado a outro na cama pela insônia  de arrependimento. A paz de não olhar para o passado com olhos de ressaca. A paz de não passar pelo presente atrás de sombras, e a paz de esperar do futuro ainda mais paz. 
O problema é que ainda sim, tem "se", não o "se eu tivesse feito diferente ..." Mas, o "e se não der certo..." A coisa é mais futurista, é mais "além do horizonte". E desestrutura meu psicológico, e me lanço no mar da incertezas e fico por lá mesmo. Por quanto tempo? Até quando? Não sei, não sei. Estou em S.E.S, ou será S.O.S? Enfim, alerta, calamidade! Ergam - se as boias, busquem - me Civis e Militares. Perdi - me. "E os que invocam espíritos, invocam espíritos, invoco a mim mesmo e não encontro nada."



10 março 2014

Leo e a Friend zone





Como muito bem já dizia Rita Lee "... Amor sem sexo é amizade, sexo sem amor é vontade...". E como eu igualmente bem digo: Amor sem sexo tá na vontade, sexo sem amor ai sim, 'amizade'. 

Hoje nosso assunto é a famosa friend zone. [Tosses introdutórias]. Friend vem do latim amizade; Zone vem do latim zona. Você que juntou 1+1 e descobriu - grande descoberta!- que é Zona de Amizade, parabéns, isso é algo óbvio! 

O que não é tão óbvio assim é o fato de 4 em cada 10 pessoas estarem vivendo um confusão entre amizade e Amizade - fiquem a vontade para fazer a distinção -. Inclusive eu! A parada é o seguinte: falta alguma coisa para os envolvidos chegarem ao ponto namoro ou ao menos ficar sério, e sobra carinhos entre as partes. É a fase "banho maria" KKKK, quando não esfria mas fica morna. Elementar meu (minha) caro (a), sinto cheiro de enrolação de algum lado.

Qual é a diferença entre Amizade Colorida e Friend Zone? Que merda de pergunta! Na amizade colorida tem benefícios, por menores e descomprometidos que sejam, mas tem. Já na zona de amizade só rola aquele papinho "ah, somos tão amigos", ou "não estou pronto para nada agora, vamos ser apenas amigos", e ainda tem o (a) cara de pau (serve tanto pra homem quanto pra mulher) que está namorando de embarca numa friend zone; tudo bem que não vai rolar traição de fato, mas escalar um time de reservas é muita falta de respeito com o (a) namorado (a) e o (a) 'amigo' (a) em questão.

Cara, é muito ruim quando 1 quer investir mesmo, se jogar na relação, porque gosta de verdade e o outro não consegui perceber isso, ou não corresponde e invés de ter uma conversa franca, abrir o jogo e esclarecer que esse alguém não terá chances, fica "cozinhando" a situação na base da amizade. Isso acaba com a pessoa. Começa um embate mental "parto pra outra, mesmo sabendo que vou continuar a gostar, ou insisto?" Brincar com os sentimentos alheios é barra, e ninguém tem esse direito. Mas infelizmente, isso não impede que aconteça. 

Agora é a parte que eu levo a discussão para minha vida! Eu já citei a Júlia em algum texto por aqui, convivemos desde a barriga de nossas mães (que estudaram juntas psicologia) e tipo, chegou o momento que tem na maioria das amizades homem/mulher de quase beijo, quase amasso, quase outras coisitas más... Ela tinha terminado com o namorado e eu, como melhor amigo estava cumprindo meu dever de deixar em casa, comprar sorvete, alugar meu ouvido (com todo prazer) e oferecer colo. E a Júlia toda carente e querente a muito tempo (como a própria admitiu), teve o quase tudo. Depois foi aquele gelo toda vez que nos víamos as imagens voltavam na cabeça, cada palavra e tal. As conversas sempre retomavam ao ponto H, não sei como e eu sem querer me envolver porque não ia dar certo. Não, não é o papo errado de "somos tão amigos", é a coisa de "caralho, eu não posso machucar essa mina", "eu a amo como irmã, mas não rola o Q a mais". Já coloquei várias situações possíveis de friend zone, e de todas essa é a menos idiota, porque tem respeito, eu a coloquei em 1º lugar e em nenhum momento a iludi. Hoje ela voltou com aquele namorado e eu continuo com minhas aventuras por aê.  


OBS: a paradinha do latim é zueira! 

03 fevereiro 2014

01 fevereiro 2014

Leo e a incompatibilidade de beleza num relacionamento




Daqui a pouco eu viro uma espécie de Hitch: Conselheiro Amoroso, pois já é o segundo texto que faço tocando nesse assunto. Nem sei como, já que sou um cara de poucas palavras e mais ação no quesito amoroso. Se é que me entendem. Na verdade, hoje não vou tratar de relacionamento em si, mas na diferença física entre os enamorados. Sabe de uma, vou ser politicamente incorreto! É o seguinte: meninas atirem a primeira pedra quem de vocês nunca falou “Ah, ele é tão bonito e ela ridícula”. Eu coloquei “meninas” porque os meninos normalmente não comentam dessa forma, é mais pra “Cara, essa menina é feia demais. Toda sem graça. Saia dessa.”

Já na roda feminina a ladainha é a mesma, só que de um jeito mais sútil (ou não). Algumas dão uma de indignada “Como ele pode preferir ela a mim?”, esperançosa “É a lei. Homem bonito namora mulheres feias. Então eu tenho chance!”, ou ainda romântica “Ah, eles se gostam. Isso que é importante”.

Na real, beleza é algo relativo. Claro que tem aquelas minas que geral apoia que é linda e tal. Mas também tem aquelas que encantam por algum detalhe, seja o olhar ou o sorriso e nem todos enxergam esses detalhes, e aquelas que já é o caso de ‘o amor é cego’. Eu sou sincero em dizer que nunca fiquei com alguém pensando só no caráter. Tem garoto que fica respondendo no ask "Peito ou bunda? Coração", que só olha o interior e tal. Tudo lorota. Obvio que uma garota legal, com bom papo, inteligente, generosa, honesta e sincera chama atenção, mas isso é depois de um tempo, depois de uma conversa longa e franca que descobrimos essas características que fazem o interesse só aumentar. Só que por outro lado, quando os garotos só querem ficar com uma menina vai chegar nela porquê da atração física, dos atributos corporais que ela demonstra.

O Erick já ficou com uma colega nossa só pelo lance físico e quando foram conversar, a menina falava nada com nada. Bem sem noção. Claro, que o ‘rolo’ não deu em nada mais sério.
Lembram que eu contem pra vocês do “amor de verão”, que eu já namorei uma menina a distância e tal? Beleza. Nós nos conhecemos pela praia, através de amigos em comum. Daí começamos a bater papo e ela se mostrou bem legal, além de bonita. Isso a tornou uma boa pedida para namorar. A junção do útil com o agradável. Afinal, não vamos ‘pegar’ no caráter da criatura, né?

Meninas, não fiquem chateadas comigo por essas declarações. Também não se iludam com esses mentirosos que fingem se interessar só no interior. Acredito que tudo conta, mas a primeira vista, numa avaliação prévia, sejamos honestos, o que desperta o interesse é o lado físico. Já dizia Vinícius “Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”. E só pra destacar aqui, eu já fiquei com uma menina tida como feia. Porém, o decote dela é um caso à parte. Estava a ensinando a andar de skate e num momento de proximidade, depois de 15 dias nos encontrando e conversando, rolou. E acabou por ai. Essa é a dinâmica.

18 janeiro 2014

Leo e o "amor de verão"





São nessas horas que eu tenho orgulho de ser brasileiro. Que sol! Que mar! Que dia! Ei, viu aquele monumento passando ali? rsrs Agora que finalmente estou tendo meus merecidos dias de descanso dos justos e sofridos, mas conhecido como férias, tenho que aproveitar ao máximo. 

Todo ano eu dou uma escapada para a casa do meu pai no RJ e meu parceiro, primo e melhor amigo Erick vai atrás. Esse negócio ficou estranho. Ele vai comigo, tipo normal, como 2 amigos... Vou parar para não me complicar mais. Dai já viu, foi aberta a temporada de "amores de veraneio". Não com o Erick, claro.

Essa é uma questão muito manjada já "rolo de verão é passageiro ou tem chance de ficar sério?". Cara, eu não posso responder por todos os casos, mas já aconteceu de eu namorar uma garota que conheci durante as férias. Depois que o recesso acabou eu tive que voltar pra BH, e ela ficou. A complicação começou ai. Não gosto nada a distância. Ai foi aquele papinho de "se é verdadeiro ultrapassa as barreiras", "se for pra ser, será". E toda hora essa menina publicava no facebook aqueles textos de tumblr "Ah, saudade. Deu uma vontade de te ter aqui. Vontade de um abraço apertado, um beijo demorado e de ouvir tua voz." Eu também gostava dela, mas não tanto. Começamos a namorar porque ela se disse muito afim. Eu não queria magoá-la então sugeri que namorássemos. Até que a distância aumentou. A saudade bateu e o clima esfriou. Assim, como um café que perde a graça depois de frio.

Na verdade, quando estamos de férias (nós macho! rsrs) saímos pra "pegar" mesmo, sem se preocupar com ligar no dia seguinte ou dar falsas esperanças. Por isso é pouco provável que namoro de verão dure. Até porque uma coisa é sua cabeça longe dos compromissos do cotidiano, outra bem diferente é o mundo sem férias, onde tem escola, mãe no pé e hora pra acordar. Na real só mostra o que iria dar certo ou não. 

Meu conselho? Sei lá. Só curta o momento. Siga a vibe. Verão, outono, inverno ou primavera. Deixa seguir o fluxo. Se a parada for  firme e os dois estiverem querendo que der certo, vai dar.