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03 fevereiro 2016

Resenha - "Fim"


~ Hey ~
Outra resenha (sim! \o/) e agora para o Desafio Literário Devolva Meu Livro.


"Fim" - Fernanda Torres
★ ★ ★ ★


1. Uma palavra só no título


Queria fugir dos "Divergente", "Fallen" (...) e embarcar num cotidiano suave para esse começo de ano. Foi então que deparei - me com "Fim". Sim, belo começo! Tanto da minha lista de leituras, quanto da carreira literária da já consagrada atriz. 
Achei linda uma frase de algum anuncio "Fernanda Torres em seu novo papel: o impresso". Simples.

Li a sinopse e logo a história me comprou, quis devorar e assim o fiz. É um livro relativamente curto, em páginas, poucas, 116, em histórias, muitas, 1116. Deveriam ter sido 5 eventos dramáticos, desoladores, mas a cada morte, lembranças. As figuras e seus respectivos feitos em vida tomaram mais a cena do que os fins. Ainda bem.

A obra é dividida em 5 grandes eixos por ordem atemporal dos sepultamentos, por tanto, Álvaro faz a primeira narrativa, sendo o último do grupo a juntar-se aos mortos. O "mosca morta" deles, egoísta, medroso, simplório e brocha. Definitivamente brocha. Foi traído pela mulher, Irene e sofreu por sessões de decepções com a filha Rita, pouco dotada intelectualmente. Amargurado e sem amigos, reclamava de um tudo. Morreu por acidente.

Na sequência, Silvio, solteirão convicto e feliz. Não se conformava com regras, convenções sociais, muito menos com os amigos que aceitavam a tudo isso de bom grado. Gostava da ilegalidade, clandestinidade, bacanais, casa na Glória e drogas, de todos os tipos. Separou da Norma, esqueceu da filha Vanda, mandou o filho para o colégio interno. Caiu na esbornia, da qual só saiu morto.

Adiante, Ribeiro. O estagnado. Nunca fora, nunca mais pode ser. Sem casamentos, sem filhos. Amou 1 única mulher por toda a vida, para a qual nunca se declarou. Foi trocado, traído, descabaçou várias, apanhou (...) morreu sozinho. 

Ainda tem o Neto, marido e homem honrado, vivia dentro dos conformes, tudo dentro da lei, seus únicos pecados, eram os amigos. Célia, bem o lembrara disso. Juntos, combinavam numa vida regrada, comedida e metódica. Funcionou com eles. Filhos planejados, conversas regulares, brigas arquivadas. Ela se foi, ele um ano depois. 

E por último, o Dom Juan do quinteto, sempre tem que ter o boa pinta da turma, o galã. Ciro, era o deles. Todos o amavam. Também, como não amar? Até eu o amei! Casou com a Ruth, amor a primeira vista, avassalador, arrebatador, o casal perfeito. Perfeito até cair na rotina, até sentirem falta do desconhecido e do frisson do começo, o êxtase do descobrimento do corpo alheio. Se conheciam demais, se amavam demais. Acabou. Ambos se acabaram. 

Fernanda me surpreendeu, dei boas gargalhadas. Provem também!




Desafio Literário Janeiro/2016 - Fantasia



- Hey, terráqueos - 

Dando seguimento as resenhas atrasadas  de Janeiro, dessa vez referente ao Desafio Literário Skoob, trago um título que há tempos queria ler e foi um prazer finalmente tê-lo riscado da lista. Agora faltam os outros 4 da trilogia de 5! 



"O guia do mochileiro das galáxias" - Douglas Adams

Como uma amiga descreveu, "É tão louco e legal, e louco". De fato, e essa é a graça, a cereja do bolo do gênero Fantasia. Embora seja uma história rica, cativante, deliciosamente irônica e sarcasticamente inteligente, a loucura toda do contexto faz com que nossa mente divague, não no sentido horizontal, comum a leitores, mas no sentido de dispersar. Ao longo da leitura, em dados momentos várias imagens e cenas relacionadas surgiam a minha mente, tudo. Menos o texto. 

Várias frases e tiradas divertidíssimas, bem como, seríssimas e reflexivas, rondam essa fase 1 de destruição da Terra, a chegada de Arthur e o retorno de Fox à Galáxia. Críticas veladas e nem tanto sobre o Capitalismo, sistema político e à decadência da cultura social ficam responsáveis para frear todo o cenário fantasmagórico e surreal, pela compreensão do corruptível, fatos da sociedade, seja ela qual for,  pontuais e determinantes para o desequilíbrio e declínio da mesma, além da construção de um embasamento de organização e vida, de fato, além do nosso limitado conhecimento, que por sinal, é o mais limitado de todos os mundos. 

É possível também, com a leitura desta obra, termos contato com explicações super originais sobre questionamentos arcaicos e novas versões de cenas e histórias já conhecidas. Enfim, é embarcar numa nave de novas possibilidades, sejam elas futurísticas ou relíquias.   

É uma série famosa e que particularmente admiro muito. Então se a pedida da vez for por descontração culta e humor metafórico, esta é a opção ideal. Recomendo! 

Não entrem em pânico e tenham sempre uma toalha na mochila! 


Resenha - "Para sempre Alice"



~ Hey pessoas! ~ 

Farei com que esse ano seja recheado de livros e por consequência, o blog de resenhas e mais posts, porque 1 ano no 0 x 0 é muita coisa. Então, com força total, embarquei em 3 Desafios Literários, e a resenha seguinte é referente ao Desafio Literário SoulGeek, mês de Janeiro. Li tudo, nos conformes, mas só pude publicar a resenha por agora. Outras virão!  Desejem - me sorte! Espero que consiga transparecer meus sentimentos sobre todos os livros que virei a resenhar e que os inspire a ler!
 Mais livros, por favor!




"Para sempre Alice" - Lisa Genova
★ ★ ★ ★ ★


1. New York Times Besteseller

Assim que dei o suspiro típico do termino da leitura, aquele último suspiro, carregado de todo o peso das paginas lidas e o extra do fim. Assim que fechei o livro, resignada, avaliei mais uma vez a capa, avaliei o olhar distante e perdido da atriz, que tão bem sintetizou em uma foto, em uma postura, todo o drama silencioso, cerebral, da protagonista. Assim que tirei os óculos e contemplei, repassando mentalmente as últimas linhas, fui carregada por Lenine. Sim, essa música começou a tocar na vitrola da minha caixola. "A gente espera do mundo e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência". Essa é a grande lição que tiro deste livro belíssimo.

É triste, mas temos prazo de vida útil, é triste. Estamos de passagem. Sempre indo .. Para onde? Gerúndios nos guiam até os Imperativos. Chega. Vá. Acabe... Fim. Atentamo-nos então ao Presente, o que indica vivo, vive, vivemos. Que seja. Durante a curta distância entre um e outro, fazemos uma infinidade de atividades, descobertas e contribuições, sejam elas boas ou ruins, sejam para nós mesmos ou para com o outro. Alice, contribuiu de forma intensa e imensa, como mãe, rígida, porém amável, como esposa, companheira, como profissional, professora inspiradora e exemplar, como personagem, me passou a lição da paciência.

Não, não é esse o tema do livro, mas sim, o tema que atingiu meu coração. A cada etapa do avanço irreversível que o Alzheimer atacara a Alice, me remetia muito a questão da "inutilidades dos seres", volta e meia, "carpe diem", meia e volta, a conclusão: É preciso que tenhamos paciência com as limitações dos outros. A vida se tornou uma correria, somos ditados por ponteiros, sucessões de horas e prazos e datas e cobranças. "Tempo é dinheiro" faz cada vez mais sentido e tem cada vez menos sentido. Sentir que seu passado foi e está sendo roubado gradualmente, até não restar mais nada, não ter certeza nenhuma sobre o futuro, expectativas? Como fazê-las se a razão se esvai no segundo que  a primeira menção a metas for feita? Que vivamos o agora. Foi a conclusão que uma jovem senhora, em plenos 50 anos, diagnosticada com Alzheimer de Instalação Precoce chegou.

Três filhos bem sucedidos, sim, até Lydia. Sucesso é amar o que faz e ser feliz com isso. Um marido incrível, Jhon, pois todo e  qualquer erro foi no intuito de acertar e uma vasta lista de conquistas na carreira. Respeitável, honrada e digna de aplausos de pé, Dra. Alice Howland tem sua história contada de forma linda e encantadora por Lisa Genova.

Sim, sentimos sua falta.
Leiam, Recomendo!
Paciência - Lenine 



19 junho 2014

Desafio Literário 2014/Junho #1





Toda Poesia - Paulo Leminski
✰✰✰✰ - Muito Bom
♥ - Favoritei! 


Mestre. Mestre.Mestre. Fazer a leitura desse livro foi, além de uma realização por ser meta há algum tempo, representou a consumação de uma paixão por poesia, como fã de Fernando Pessoa além de Álvares de Azevedo, e agora, Paulo Leminski. 


Ao longo do livro, em toda brecha tinha opiniões e louvores ao poeta, a ponto de me deixar insegura e sem mais o que expressar sobre o quão fantástico é esse conjunto. 
A leitura é super leve e prazerosa. Comecei e terminei hoje mesmo, bem rapidinho.

Os pontos altos, sem dúvida são: a objetividade da mensagem. Tudo que deve ser exposto é comedido e simples, tão simples quanto respirar e tão necessário quanto; os jogos com as palavras que enchem os olhos e a alma de um frescor inusitado e nos prende como se uma piscadela de distração significasse toda a desconstrução do semântico; meias palavras. Costumo aderir ao pensamento de minha maior inspiração feminina literária, Clarice Lispector, de que nada valem as meias palavras, que meias verdades não me conquistam, nem meios amores me bastam. Porém, pela primeira vez repenso esse postura em relação a poética de Leminski. É possível observar vários cortes e recortes e remendos em seus escritos e isso não tira a maestria e beleza de nenhum deles, muito pelo contrário, os tornam únicos; a necessidade de conhecimento prévio. Para alguns, penso que esse detalhe será um obstáculo, em cada canto somos apresentados a  intertextualidade, a contextualidade e interligação com outros escritores, compositores e poetas. Para a compreensão redonda e completa, é necessário ter no mínimo uma ideia do que se trata, mas nada que atenção e coerência não dê conta.

Recomendo essa obra para os já conquistados pela poesia, e também para os recém conhecedores dela. Embarque nesse mundo magnifico, onde, segundo o próprio Paulo Leminski, não é preciso saber os porquês, não é preciso ter um motivo. Afinal, é poesia. Toda Poesia!


"Este livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/mistura de concretismo com beatnik. Que é muito legal. “Verdura” é um sonho. É genial. É um haikai da formação cultural brasileira. Deve ser instigante para os poetas do Brasil o aparecimento desses novos poetas todos. Leminski é um dos mais incríveis que apareceram."
- Caetano Veloso





Um 'xero' baiano para o Sul, e em especial Curitiba! #ValorizarLiteraturaNacional






Clicando [aqui] vocês encontrarão trechos do livro que mais gostei na minha conta SKOOB.

17 maio 2014

Desafio Literário 2014/Maio #1 (Incompleto)








O Lobo de Wall Street
✰✰✰ - Razoável


O livro conta, sob a visão do próprio "lobo de Wall Street", todo o mundo de ostentação, 'putas' e drogas que rondam a WASP. Com perspectivas humildes e pouco pretensiosas de um jovem que acaba de embarcar na auria dos meros conectores, função a qual é inferiorizada a um balde cheio de merda, depois sua ascensão nos negócios, como conseguiu tal feito, e os desdobramentos consequentes dessa situação.
Uma vida de vícios, descomprometimento familiar e árduo defensor orgulhoso de suas aparentes 7 vidas, ou imortalidade, fiando - se que sempre há alguém para salvá-lo, libertá-lo ou safá-lo dos mais arriscados e/ou frívolos riscos.

Mostra o pleno desvirtuamento de um jovem, proveniente de uma família que considerava as palavras "negão", "babaquice", dentre outras, os mais terríveis pecados se prenunciadas, e qualquer tipo de discriminação sumariamente condenada, a um lobo em pele de cordeiro, como o próprio admite ser.

É a descrição de um Homem que teve seus princípios degradados. Arrependido sim, no começo, mas em dadas partes do livro é como se ele estivesse rindo ou escrever e pensando "nossa, como sou foda!"

Além da clara exibição dos prazeres gerados por aquela vida, onde ganhar e esbanjar dinheiro é lema, justificava ainda os atos mais infames de jovens corretores que seguiam o mesmo caminho, com "Mas qual era o problema disso? Eles estavam bêbados de juventude, abastecidos pela ambição
e muito drogados. E a cada dia o trem da alegria crescia, e mais e mais pessoas faziam fortunas
provendo os elementos cruciais de que todo jovem strattonita precisa para viver a Vida."
A história é um verdadeiro show de horrores patrocinado por e com muita grana de investidores patéticos que foram pressionados estrategicamente.
Algumas situações foram desnecessárias para o entendimento da história. Acontecimentos grandes sem total importância foram acrescentados. Ajuda a juntar ainda mais características sobre a personalidade das pessoas que conviviam com Jordan, mas poderiam ser resumidas, ou cortadas sem causar quaisquer concordância.

É isso, achei o livro divertidíssimo, embora críticas enquanto ao caráter do escritor sejam vastas, ele é um bom contador de fatos e convincente, afinal, Ele é o Lobo de Wall Street.



OBS: Essa resenha não será válida para o cumprimento do Desafio Literário Maio, pois não fiz a leitura completa da obra. Foi o suficiente para dar um parecer, mas não para atingir a meta. Farei a leitura de um outro livro e em breve resenharei para vocês! 





29 abril 2014

Desafio Literário 2014/ Abril #1




~ Hey leitores, em especial leitores tributos! ~ 


Trilogia Jogos Vorazes

 Jogos Vorazes
 ✰✰✰✰ - Bom



Já tinha tido contato com o filme "Jogos Vorazes", há 2 anos atrás mais ou menos e só depois descobri que  era baseado no livro  que carrega o mesmo título. Hoje, tendo lido a trilogia, percebo que as filmagens não fazem parte da melhor adaptação possível, mas foi o que me arrancou lágrimas e me encantou parar ler todas as obras.

Minhas primeiras impressões foram boas, principalmente em relação ao ritmo da história. Porém, tenho que ressaltar, (fãs e/ou simpatizantes me perdoe) eu esperava mais, não do contexto, pois tive váááários spoilers, mas sim da nossa querida Suzanne Collins. A forma como ela carrega os fatos e nos transfere é bastante mastigado e por vezes um eterno monólogo ( eu sei que os livros se dão pela perspectiva de Katniss, narrativa em 1ª pessoa, e blá blá blá). E ainda sim, poderia ter o chamado para  que o leitor participasse dos acontecimentos. Sempre me senti anos luz distante, além do motivo óbvio, da ausência de  massacres como esse na minha vida/cidade/estado/pais, mas também pela maneira "esse é meu mundo", e não "observe o mundo em que vivemos". Pode parecer um detalhe ínfimo, ou inexistente para a maioria das pessoas que já leram esses livros, porém influenciou na minha avaliação como um todo (ia escrever tordo! rsrs). Emociona? Comove? Toca? Sim, sim e sim. Dá para acreditar que possa existir? Não. (Embora tenha sido uma analogia a outros "Jogos Vorazes"). É tudo muito surreal, ao mesmo tempo que eu me indignava com o absurdo da situação: Colher 2 jovens de cada Distrito, totalizando 24 jogadores, e os trancarem para matar e morrer, eu via uma verdadeira ficção cientifica, como se eu estivesse imaginando minha dor e solidariedade, frente ao lido, e não lendo declarações de uma sobrevivente, tanto da fome, das tristezas e desilusões da vida, quanto ao temido jogo propiciado pela Capital.

É isso, no 1º volume basicamente somos apresentados a realidade dos Distritos, cada qual com sua especialidade e contribuição, de acordo com a abundância em recursos naturais e a falta de escrúpulo da grade parte da população da Capital. Paralelo a isso, iniciasse o drama dos "amantes desafortunados", Katniss  e Peeta que, segundo o garoto que se declara em rede nacional, é apaixonado pela protagonista desde a infância, fato que é verídico e veio a calhar no momento mais importuno. Eles foram jogados numa arena onde só sai um vencedor, e "que a sorte esteja sempre a seu favor". Aliar - se para depois tentar um matar o outro, a jovem descarta sumariamente. Já dar a própria vida para que seu amor vença e volte para casa é a meta de Peeta (que me conquistou desde a 1ª aparição). Temos contato também com a história de vida do até então "projeto de Tordo", seus hábitos de caça com o melhor amigo e confidente Gale, sua relação conturbada com a mãe e o motivo pelo qual foi enviada a arena: o amor por Prim, ela se oferece como tributo, no lugar na irmãzinha.  

O que é mais nobre para alma: lançar - se na arena e ser (continuar sendo) mais uma pecinha descartável e manipulável dos Jogos Vorazes, ou desafiá - los fiando - se apenas no que é certo e em prol do humanismo? Os jogadores foram lançados, a sorte também. Não comer a sementinha venenosa pode ser uma salvação, mas também o passaporte para a morte. Que Shakespeare me perdoe pela audácia! KKK 





01 abril 2014

Desafio Literário 2014/Março






Amy, a Exemplar. Nick, o Inocente (Sabe de nada!)

"O lado bom da vida" ou "Garota Exemplar"? Posso estar absurdamente equivocada, mas desde as primeiras linhas percebi uma semelhança gentil e admirável. E para você que já leu os 2 livros e está pensando "Ah, ela fez essa comparação devido ao nome Nick..." Não, não foi. Até porque trata - se de gêneros distintos e a participação é totalmente oposta. 

Várias indicações positivas sobre esse livro, muito vendido...Li! E não desgostei. O 2º aspecto que chamou minha atenção é a linguagem empregada, super coloquial, deslocada, permissiva e "aparceirada" (como fiz a leitura em versão pdf, talvez tenha ocorrido sinônimos mais danadinhos). 
Logo pelo título iniciasse um processo de dedução de finalidades, sentidos, conformidades e tudo mais. "Garota Exemplar" me remeteu a uma mulher cujo comportamento frente a "ns" aspectos da vida é excepcional. A mulher dos sonhos de qualquer sogra e desejo de qualquer marido. E assim foi, até a página 3 (ou mais). A história começa entre um paralelo de narração, Nick o marido que carrega o fardo de ter sido demitido, de ter uma esposa exigente e difícil de agradar, de ter O'Bar pra cuidar - É. O nome do bar é O'Bar. Criativo, ou preguiçoso intelectualmente? - e de ter um pai doente e complexo. Além da irmã gêmea Go, a qual não citei antes pois ela não se encaixa na definição "fardo". E Amy, a suposta "Exemplar" na versão "Garota Legal", isso porque ao longo da história vamos percebendo várias vertentes dessa mesma mulher que se reforma e transforma a todo tempo, ao seu convencimento e falta de identidade formada. 



Todo esse contexto me fez pensar no ponto básico das questões envolvidas. A parte oriunda. A maneira com que Amy lidou com sua criação e sua situação familiar, sempre a influenciou na tomada de decisões e escolhas de posicionamentos, o que fica muito claro. Assim como Nick que a todo momento demonstra reflexos do casamento infeliz de seus pais, e a figura paterna negligente. Mais tarde, tudo isso eclodiu em uma união entre "iguais nas diferenças", ambos personas tão reais, e ao mesmo tempo tão atoladas de todo lixo tóxico de mentiras, enganos, decepções e traições. 



É uma leitura de revira voltas, de contradições sempre radicais e absurdas dos personagens, que acaba contagiando o leitor, e esse se envolve de maneira, a cada capitulo defender quem no anterior acusou de hipócrita, ou fez um julgamento antecipado, tudo isso para que na página seguinte descobrir que a decepção está a sua espreita. Porém chegando ao meio do livro, as cartas já estão marcadas e é possível deduzir algumas coisas, isso se conseguir manter a imparcialidade. 



Tem muito mimimi e declarações e amores e desamores e brigas e "me perdoe". Isso emprega um teor irrelevante ao contexto. Nada contra uma pitada de romance de vez em quando, mas suspense já é um prato cheio, quando transborda fica pesado. As situações abordadas no diário, bem no comecinho, quando Amy conta como eles se conheceram, achei fantástico! Ela estava vestida com o tipo de mulher que eu me orgulharia de ser: depreendida de muitas cobranças num relacionamento, coerente, cabeça aberta e compreensiva. Quero muito poder me assemelhar aquela primeira figura, feliz e sensata. Porém da "Amy Vingativa" quero a mais faraônica distância. Vestida em pele de "mulher moderna", do tipo "mulher não traí, mulher se vinga, mulher cansou de ser traída... Eu era boba não sou mais...", foi um mero artifício para se mostrar mesquinha e sociopata, pois é isso que Amy (todas elas, e ela toda) é. Enquanto a Nick, pobre Nick! Desavisado o bastante para se casar com alguém absurdamente exemplar em não ser exemplo de nada. O que eu diria a ele, minutos antes do casamento? Sabe de nada inocente! rsrsrs

Em breve resenharei "O chamado do Cuco" também do gênero Suspense, motivada ainda pelo tema de março, mas para o desafio, essa será válida. 

24 março 2014

Resenha [Sou Cachos]



Essa resenha é sincera. Sem nenhum fim lucrativo. Esses produtos não foram enviados pela marca, nem solicitada resenha. Baseada na necessidade de recomendar aos meus leitores e na verdade dos fatos, tomei a iniciativa de fazê - la.

Eu já uso há algum tempo tanto o Hidratante Corporal, como o Sabonete Líquido Sou nutrição para pele seca, inclusive planejei resenhá - los aqui, mãããs já não era muita novidade. Tudo bem que a linha para cabelos Sou também não foi lançado hoje, nem esse mês, porém pelo menos no meu circulo de convívio, ainda tem muita reticencia em relação a sua qualidade  e as resenhas que encontrei pela web não são tão esclarecedoras e concisas. Por isso resolvi dar meu parecer.






Sim. Tenho cachos. E os amo. Coincidentemente minhas 2 fotos que vocês tem contato pelo blog, a do perfil e da assinatura me revelam em momentos anormais, ou seja, cabelos "lisos" (risos irônicos). Jamais alisados quimicamente. Me orgulho muito de nunca ter sentido desejo de tratar meu cabelo, nem exterminar os cachinhos, muito pelo contrário. Apenas gosto de mudar, mesmo que seja por poucos dias, poder fazer penteados que não posso sempre. Até porque, quem tem cabelo cacheado, ha de convir que cuidá - lo e mantê- lo sempre arrumado e bonito dá bastante trabalho.   



Ainda nessa questão de mudanças e experimentações, surgiu a oportunidade de tentar a linha Sou cachos modelados para cabelos cacheados - tá tudo isso na embalagem -. Fui aquele tipo de criança que "não tem creme de pentear que dê jeito", fios bem 'revolts', ainda bem que essa situação mudou favoravelmente! Isso justifica meu desapego com marcas de tratamento capilar, até porque li algo a respeito da benevolência em trocar periodicamente esses produtos para que o cabelo não fique 'acostumado'. 



Devo acrescentar que quando usei pela 1ª vez essa linha, minha mão estava e ainda está cortada e o influenciou na precisão da aplicação, no entanto, creio que o resultado obtido não deixou a desejar.












  1. A ideia é inovadora e super bem vinda. "Até a última gota" traduz a essência do que o consumidor em pleno século XXI espera. Pois o que importa de fato é o que tem dentro. Embalagem bem bolada que permite a exploração de todo o conteúdo, além de ter um formato diferente;
  2. O apelo ambiental da possibilidade de reciclagem, após o descarte é sem dúvida um acréscimo positivo a Natura de um modo geral;
  3. Como eu estudo fora, sempre surge a necessidade de dormir fora de casa, ou fazer uma viagem rápida, e essa linha é muito compacta. Amei ver tudo dentro de uma mesma bolsinha de mão, desde o Sabonete líquido a Máscara de tratamento. Uma coisa linda! Eu que sou fissurada em organização, ver tudo em seu centímetro certinho foi gratificante;
  4. A fragrância é maravilhosa. Nada enjoativa, bem suave;
  5. O cabelo realmente fica macio e hidratado, instantaneamente.   
  6. Todos os produtos são concentrados, permitindo pouca utilização, com resultado análogo a uma quantidade superior. Ou seja, econômico. 
  7. O preço também é bem acessível. Vale a pena!




  1. A cor. Sei que não tem nada a ver, mas tenho que comentar. Eu detesto rosa, e a linha é justamente rosa! Até as embalagens bege/creme -  sou um pouco daltônica - tem a letra rosa. Sacanagem! 
  2. O creme de pentear não deixa o cabelo umedecido por tempo prolongado. Acredito que seja por conta da sua concentração, o que sugere um peso a mais nos fios.  
  3. Para quem lava o cabelo várias vezes durante a semana pode reparar que a quantidade é pouca, então recomendo a compra de reservas ou uma utilização rápida. Pois o barato pode sair caro. 






28 fevereiro 2014

Desafio Literário Skoob 2014/Fevereiro





Sempre que faço resenhas sobre os livros de Clarice Lispector, Machado de Assis, Shakespeare, Fernando Pessoa, Álvares de Azevedo ... E Jane Austen, declaro uma batalha árdua não verbal comigo mesma! Tento me conscientizar que não poderei resenhar toda história em uma simples palavra: perfeição. Pois sinceramente, aplicada numa frase, em referência a algum desses escritores, acharia muito justo.

Declaro então, com muita relutância que essa resenha não acaba aqui – e prazer ao mesmo tempo -.

Viajar. Os livros tem a capacidade brilhante de transportar seus leitores para outra dimensão através da pura imaginação. Viajando. Jane Austen tem a capacidade de nos remeter a períodos remotos em cada passada de página. Viajei. “Orgulho e Preconceito” me encantou discretamente, sutilmente e agora que estou pensando a respeito, tomou – me de uma forma avassaladora também.
Toda a aura de jogos de interesses, bailes, cortejos, divisão de classes, jantares, convites, casamentos arranjados, chamaram minha atenção, ora pela riqueza da presença desses elementos e o quanto isso influência no sentido e decorrer da história, afinal, o meio interfere diretamente no enredo, ora porque eu tenho uma tendência a admirar todo esse contexto, até mesmo ao que referi a participação de Mrs. Bennett com seus nervos exageradamente sensíveis e futilidade vergonhosa. Pois sei que essa personalidade fez – se muito comum, e foram determinantes para as relações estabelecidas.

Mr. Darcy, meu caro Mr. Darcy! Com palavras de Elizabeth, entenderemos como esse nobre senhor se fazia uma figura paradoxal e apaixonadamente desconcertante “As maneiras de Mr. Darcy eram orgulhosas e desagradáveis, mas durante todo o curso das suas relações com ele e do contato frequente que ultimamente haviam tido, concedendo-lhe uma espécie de intimidade, nunca presenciara nenhum fato que provasse que ele era inescrupuloso e injusto ou que possuía hábitos irreligiosos ou imorais.”

Cada personagem emprega fundamental acréscimo ao enredo, seja a vaidade exacerbada de Lydia e Kitty, a pureza de Jane, espontaneidade de Elizabeth e o apreço – por mim muito admirado – de Mary pela boa literatura. Assim como os outros que não citarei especificamente, com respectivas particularidades.
“Orgulho e Preconceito” é um livro fantástico, que recomendo e sem dúvida já está entre os meus favoritos.


Extra para vocês! O filme tanto quanto lindo e recomendável. Aperte o play!




28 janeiro 2014

Desafio Literário 2014/Janeiro





~ Hey leitores (as) ~

Todo mês publicarei uma resenha referente ao Desafio Literário Skoob 2014 que estou participando, e espero que seja bom para mim e para vocês ! hehe

Bem, antes de mais nada quero me retratar pois mudei minha meta de leitura de janeiro, ao que vale "Livro que virou filme", de "Os miseráveis", para "O crime do padre Amaro", por motivo de tempo/quantidade de páginas. Vocês hão de convir que a diferença é gigante. Além do mais só estou publicando a resenha hoje, então perdão! Portanto capricharei na resenha. Vamos a ela:


"O crime do padre Amaro" - Eça de Queiroz



 ✰✰✰✰ - Bom